Aumento de produtividade da cana-de-açúcar é tema de estudo de agrônomo da Unesp

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Aumento de produtividade da cana-de-açúcar é tema de estudo de agrônomo da Unesp

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Nesta semana, Carlos Alexandre Costa Crusciol, especialista em Agronomia da Unesp em Botucatu e coordenador da pesquisa “Preparo do solo em faixas e calagem na cana-de-açúcar: qualidade do solo, emissão de gases de efeito estufa, parâmetros fisiológicos e produtividade”, esclarece detalhes do trabalho desenvolvido.

“O sistema de preparo normalmente utilizado na cana-de-açúcar é um sistema convencional, onde é feito, basicamente, gradagens e, as vezes, em algumas situações, arações e gradagens. Nos últimos anos, surgiu um sistema onde eu não faço o preparo e revolvimento do solo em área total. Só faço preparo e revolvimento na área onde vou fazer o sulco e plantar a cana-de-açúcar. Esse sistema de preparo, apesar dele mobilizar menos o solo, teoricamente/ambientalmente parece mais interessante porque a mecanização da cana-de-açúcar é muito intensa, passam maquinas grandes e pesadas que compactam o solo, como não existe uma referência, essa compactação ou esse ‘pisoteio’ em muitas situações, pisavam a lavoura, compactando e reduzindo a produtividade. Esse sistema vem atrelado com a tecnologia de georreferenciamento, onde é utilizado o georreferenciamento por satélite e a próxima área a ser preparada esta equidistante da faixa anterior. Então, começa-se definir a área que será pisoteada, reduzindo o pisoteio da área onde tem plantas se desenvolvendo. Onde tem compactação não cresce raiz, então para que vamos preparar esse solo, com custo de energia elevado, consumo de combustível, se essa área será pisoteada? O grande questionamento foi o seguinte: quando vou corrigir a acidez do solo, eu corrijo a área toda ou só a área preparada? E qual é a proposta do trabalho? A proposta é avaliar primeiro, se coloco o calcário em área total ou coloco só na faixa. Segundo, qual é realmente a vantagem desses preparos de solo, em termos de qualidade de solo e qualidade ambiental?”

O coordenação destaca as possíveis vantagens da plantação em faixas:

“Nós acreditamos que, no primeiro momento, em função do preparo agressivo que ele provoca, exista uma maior emissão de gases de efeito estufa. Porém, com a cultura se estabelecendo, acreditamos que ela se desenvolva mais, produza mais, sequestre o carbono que ela emitiu e fixe esse carbono no solo. Onde, ao longo do ciclo da cultura, o balanço seja positivo. Iremos avaliar também, o quanto que esse preparo interfere no armazenamento da água do solo. Acreditamos que o armazenamento tende a subir, e aumente também, teoricamente, a produtividade e a cultura fique menos suscetiva aos períodos de seca”.

Ouça a entrevista no player acima. 

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