Cientistas divulgam resultados de análises realizadas na tumba de Jesus Cristo em Jerusalém

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Há pouco mais de um ano, um grupo de arqueólogos e restauradores conseguiu acesso ao suposto local de enterro de Jesus Cristo, localizada na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

 

Na ocasião, eles trabalhavam em conjunto com cientistas da National Geographic na reforma do santuário. Então, durante o trabalho, os arqueólogos abriram o túmulo selado, conforme acreditava-se, há quase 1.000 anos pela primeira em 500 anos. O que eles encontraram foram restos de uma mortalha de tecido que pode ter mantido o corpo.

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A ocasião também permitiu que o grupo coletasse pedaços do túmulo para análises. Assim, por meio de uma técnica chamada luminescência opticamente estimulada (OSL), eles descobriram quando a alvenaria foi exposta pela última vez à luz. Os resultados, divulgados recentemente pela National Geographic, mostram que o leito em si teria sido construído em 345 d.C., durante ou logo após o reinado de Constantino o Grande. Logo, ele teria até 1.700 anos de existência, e não 1.000.  

Obviamente, a data é perfeita para seja lá o que Constantino tenha feito“, disse o arqueólogo Martin Biddle, que estudou extensivamente o túmulo.

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Enquanto o Novo Testamento na Bíblia Sagrada diz que Jesus morreu entre 30 ou 33 d.C., relatos históricos sugerem que os romanos localizaram e consagraram o túmulo em 326 d.C. A data basicamente corresponde à era de Constantino I, imperador romano que se converteu ao cristianismo e declarou a religião como oficial de seu império.

Eventualmente o túmulo foi completamente destruído, sendo restaurado apenas em 1009. Por este motivo, alguns historiadores duvidam que o Santo Sepulcro, atualmente um local de peregrinação para cristãos de todo o mundo, de fato seja o verdadeiro enterro de Cristo.

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De acordo com o The Guardian, o processo de restauração do santuário custou mais de R$ 13 milhões e, embora permaneça arqueologicamente impossível dizer se o túmulo de fato era de Jesus de Nazaré, a ideia de que seja ainda é amplamente a mais aceita para seu sepultamento.     

Não podemos estar absolutamente certos de que a Igreja do Santo Sepulcro é o local de sepultamento de Jesus, mas certamente não temos outro sítio arqueológico que possa reivindicar o contrário“, disse o arqueólogo Dan Bahat.

 

Um estudo relatando os resultados do teste será publicado nas próximas edições do Journal of Archaeological Science: Reports. Quando o trabalho de restauração estiver completo, os cientistas esperam que o revestimento de mármore que escondeu o túmulo seja substituído por um material que permita aos visitantes ver o que está dentro dele.

[ Live Science / The Guardian ] [ Fotos: Reprodução / The Guardian ]

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