Dermilson Chagas cobra interesse na exploração de potássio

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Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o deputado Dermilson Chagas (PP), cobrou interesse das empresas na exploração da maior jazida de potássio do Brasil, localizado no município de Autazes. O projeto poderia representar a independência do Brasil na importação de fertilizante para a agricultura, um produto que o país ainda é obrigado a adquirir no exterior, algo em torno de 90% de tudo que consome internamente.

Dermilson afirma que os depósitos do minério existem e estão localizados, em sua maioria, no município de Autazes, a 120 km da capital Manaus, com depósitos que ultrapassam a marca de um bilhão de toneladas. “Por isso, é surpreendente o fato de outras grandes empresas do setor, como a Petrobras, ao longo dos anos, nunca terem demonstrado interesse em explorar o potássio de Autazes. Isso pode gerar uma expansão e consolidação de uma nova matriz econômica, priorizada na interiorização de oportunidades e reduzir o elevado grau de dependência econômica da Zona Franca de Manaus”, disse.

De acordo com Dermilson, apenas uma empresa, Potássio do Brasil Ltda, com sede em Belo Horizonte (MG), que, sozinha, em 2009, investiu em torno de R$ 180 milhões, apenas na fase de pesquisa, com a previsão de investimento total no valor de R$ 4,5 bilhões. Hoje ela detém os direitos de pesquisa e exploração de um desses depósitos do minério na região, capaz de suprir de 20% a 30% de todo o potássio que o Brasil necessita nos próximos 30 anos. Porém a empresa nunca deu prosseguimento na exploração.

É que em 2017, o Ministério Público Federal pediu suspensão de seis meses da sua licença ambiental, para que antes da exploração, fosse realizada uma audiência pública com povo indígena Mura e comunidades tradicionais ribeirinhas, para debater sobre os impactos, conforme Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Só que nunca houve procedimento de consulta aos indígenas. A empresa simplesmente sumiu. Se faltava apenas isso para implantação do projeto, o que aconteceu? É preciso que a verdade seja dita e que as informações voltem a fluir com a transparência que se exige num processo de tamanha importância para o Amazonas. Já há rumores que a empresa esteja querendo vender as jazidas para o exterior. Portanto, espero que a empresa Potássio do Brasil, cumpra com o seu plano de lavra mineral aprovado”, salientou Dermilson.

Texto: Assessoria do Deputado

Gabinete do Deputado Dermilson Chagas (PP)

Diogo Dias — (92) 98101-2940

Gabinete — (92) 3183-4514/33043791

Retirado de www.ale.am.gov.br

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