Em Oficina de Parentalidade, Defensoria Pública orienta famílias para a guarda compartilhada com responsabilidade

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FOTO: Divulgação
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Objetivo é evitar conflitos e reduzir desgastes para os filhos

A guarda compartilhada, com pais e mães exercendo a responsabilidade conjunta sobre os filhos, é a melhor forma de manter uma convivência familiar saudável, mesmo após a separação do casal. Este foi um dos pontos abordados na terceira edição da Oficina de Parentalidade, realizada pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), nesta sexta-feira (15/12), no Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) do Shopping Via Norte, onde a instituição possui uma unidade para atendimento da área de família.

Exercer a guarda compartilhada de sua filha de 2 anos, de forma amigável com sua ex-companheira, é o que deseja o autônomo José (nome fictício), 26, que participou da oficina nesta sexta-feira. Ele conta que se separou em agosto do ano passado e que, desde maio deste ano, tem com a ex-companheira a guarda compartilhada da menina.

Como vem enfrentando alguns problemas com a mãe da criança que, segundo ele, não tem respeitado o acordo, José entrou com um pedido de guarda definitiva, mas diz que ainda pretende se entender com a ex-companheira, para que possam exercer a guarda compartilhada com a colaboração dos dois para que a filha seja a maior beneficiada.

“Quando entrei com o pedido de guarda, o defensor que me atendeu, me orientou a participar da oficina e a minha ex-companheira foi convidada também. Ela não veio, mas eu vim para pegar algumas orientações e estou conseguindo esclarecer algumas dúvidas. Já tinha lido algumas coisas sobre a guarda compartilhada, que é a melhor forma, mas é preciso a colaboração dos dois”, afirmou.

João (nome fictício), 36, autônomo, enfrenta uma situação semelhante, mas um pouco mais complicada. A ex-mulher o abandonou com cinco filhos e ele precisou entrar com o pedido de guarda, para garantir seus direitos em relação às crianças. Ela também foi convidada a participar da Oficina da Parentalidade, mas não compareceu.

“Estou gostando da palestra. Nunca tinha participado de uma palestra como essa e estou aprendendo sobre a convivência dos casais quando se separam e como a gente pode se relacionar, pensando no melhor para as crianças”, comentou.

A escolha do local para a terceira edição da Oficina da Parentalidade foi uma forma de levar o projeto para mais próximo da população que necessita, uma vez que o shopping fica na zona norte de Manaus, uma das mais populosas da cidade, na avenida Arquiteto José Henrique Bento Rodrigues, 3.760, bairro Monte das Oliveiras.

Calendário – A próxima Oficina da Parentalidade será realizada no dia 26 de janeiro, no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública (Esudpam), na Rua 24 de Maio, 321, Centro.

Os interessados que quiserem garantir participação podem ligar para o telefone da 1ª Defensoria Pública de Família – (92) 3233-1007. Não é necessário que os dois membros do casal participem. Caso um dos dois não esteja interessado, o outro pode participar sem problemas.

A Oficina de Parentalidade é destinada às famílias que estão passando por um divórcio, pela separação do casal, e servem para estimular a conscientização de que o término da relação conjugal não implica no fim da convivência familiar. A orientação às famílias é também uma forma de incentivar a conciliação.

As oficinas são gratuitas, tendo a realização de uma por mês. A iniciativa tem o objetivo de sensibilizar mães e pais de que a boa relação familiar deve ser permanente porque é essencial para o crescimento afetivo dos filhos.

As oficinas são ministradas pelos defensores públicos Helom Nunes e Karoline Santos, que passaram por uma capacitação no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), sob a coordenação da defensora pública Heloísa Helena Canto.

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