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Suframa busca troca de experiências para alavancar a economia brasileira

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No segundo dia de agenda oficial da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) na China, acompanhando a comitiva da Presidência da República, o titular da Autarquia, Alfredo Menezes, participou de intensa programação com autoridades do governo local, dentre eles o presidente da República Popular da China, Xi Jinping.

O superintendente acompanhou, juntamente com o presidente Jair Bolsonaro, o seminário de negócios bilaterais Brasil-China, realizado no Grande Palácio do Povo, em Pequim, e que teve como principal mote os 45 anos de parceria entre as nações.

Na ocasião, foram discutidas medidas que visam a fomentar a cooperação econômica entre os dois países, levando-se em consideração diversas especificidades, dentre as quais os impactos nas indústrias brasileiras.

“Tudo que foi tratado durante o seminário foi pensado de acordo com o que podemos evoluir nesta relação, que é positiva para Brasil e China, buscando meios de incrementar as atividades econômicas dos países e, claro, com objetivo de melhorar o cenário econômico brasileiro.

Os investidores chineses têm grande interesse em aportar recursos no Brasil e sabemos que isso pode gerar impactos positivos para a nossa sociedade”, destacou Alfredo Menezes.

Durante o banquete oferecido pelo governo chinês às autoridades brasileiras presentes ao seminário, foram tratados, ainda, temas relevantes para estreitar as relações bilaterais e ampliar a troca de tecnologias que possibilitem o desenvolvimento de empresas brasileiras diante do potencial produtivo chinês.

“Temos muito a aprender e a compartilhar com o povo chinês. A China tem uma cultura milenar e um conhecimento incrível em diversas áreas de produção. Essa troca de experiências é salutar para nós brasileiros, que podemos também passar muito do que sabemos e temos para oferecer em diversos segmentos”, disse o superintendente da Suframa.

A visita da Suframa à Ásia chegará, neste fim de semana, à Coreia do Sul, país onde encontram-se as sedes de empresas de alta tecnologia que também têm plantas fabris instaladas na Zona Franca de Manaus, tais como Samsung e LG.

 

Amazonas pode receber investimentos de R$ 7,15 bilhões com a Bioeconomia

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Em audiência pública na Comissão Especial que analisa a Reforma Tributária – PEC 45/2019 na Câmara dos Deputados, Instituto Escolhas apresenta propostas ao incentivo fiscal na Zona Franca de Manaus baseadas no uso sustentável dos recursos naturais

Um modelo de desenvolvimento econômico que integre a atual vocação da Zona Franca de Manaus (AM) e seu parque industrial à inovação tecnológica e ao uso sustentável da biodiversidade amazônica.

Em vez de subsidiar a produção industrial, como faz atualmente, o governo poderia estimular investimentos em novos negócios, sobretudo naqueles voltados ao aproveitamento sustentável da biodiversidade local, a bioeconomia.

Com pouco mais de R$ 7,15 bilhões investidos em infraestrutura física ao longo de dez anos ou seja, menos de um terço do incentivo fiscal anual dado à ZFM, cerca de R$ 23 bilhões, a criação de empregos diretos, indiretos pode chegar a 218 mil vagas.

Tal diagnóstico é resultado do estudo “Impulsionando o Desenvolvimento Sustentável do Amazonas”. Elaborado pelo Instituto Escolhas, o documento foi apresentado na terça-feira (8/10) na Audiência Pública “Estímulos Regionais e Fluxo Orçamentário” realizada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a reforma tributária (PEC 45/2019).

Demonstrando em números os benefícios econômicos, sociais e ambientais, o estudo sugere a diversificação das atividades produtivas na ZFM baseada em quatro oportunidades, identificadas pelos especialistas em políticas públicas e desenvolvimento regional do Escolhas: bioeconomia; polo de economia da transformação digital; ecoturismo; e piscicultura.

“O investimento de mais de R$ 7 bilhões para impulsionar a bioeconomia no estado do Amazonas vai criar empregos na Zona Franca de Manaus desde que esteja comprometido com uma agenda de pesquisa em ciência e tecnologia, capacitação de mão de obra especializada, criação de ambiente de negócios que favoreça a inovação e tenha o Estado se unindo às empresas e à academia.

Com isso, criam-se as condições necessárias para que a economia amazonense se integre ao século 21, a partir das cadeias globais de produção.”, enfatizou Sergio Leitão, diretor do Instituto Escolhas.

Do total de investimentos enumerados pelo estudo, a maior cifra – R$ 3 bilhões – destina-se à fabricação e ao lançamento de um satélite geoestacionário, capaz de dinamizar o acesso à banda larga em toda a Amazônia Legal.

Esta ampliação da cobertura da oferta digital será capaz de viabilizar a transformação de Manaus no primeiro hub de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em bioeconomia do mundo, com a dinamização do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), hoje subutilizado.

Há também a indicação de um polo moveleiro, integrado à Zona Franca, com cerca de 50 empresas e investimentos de R$ 1 bilhão. Este polo usará matéria-prima oriunda do polo de produção de madeira tropical “engenheirada” extraída de áreas de manejo -, que também será utilizada pela construção civil, a ser implantado com investimentos de R$ 500 milhões. Um dos pontos mais destacados pelo estudo do Instituto Escolhas é o ainda baixo aproveitamento sustentável dos recursos naturais.

Um exemplo disso é a piscicultura. Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que a produção global de peixes de aquicultura deverá superar 100 milhões de toneladas em 2025 mais que o dobro do que se produzia em 2005.

No entanto, o Amazonas, mesmo com grande extensão territorial para instalar fazendas de criação e reconhecida diversidade de espécies de peixes, importa 58% de seu consumo de pescados dos estados vizinhos de Roraima e Rondônia. Se considerado apenas o tambaqui, peixe que é uma “marca registrada” do Amazonas –, a importação chega a 90%.

Apoio ao estudo

O Deputado Federal Alexis Fonteyne (Novo/SP) elogiou o estudo do Instituto Escolhas e destacou o item que aborda a necessidade de estimular os investimentos: “Adorei a apresentação. Porque é importantíssimo ter definições e sugestões que tenham pé no chão, que não sejam fantasiosas, para a Zona Franca de Manaus.

Ninguém quer que eles saiam perdendo. O que nós gostaríamos é que os incentivos sejam nos investimentos e não na produção. Há casos de empresas que foram para a ZFM para exportar e não estão exportando, estão jogando no mercado interno. E estão matando as empresas do mercado interno que não tem as vantagens competitivas.”

Um dos representantes do Amazonas, o deputado José Ricardo (PT/AM), ressaltou a importância de mostrar no estudo as alternativas compatíveis com a necessidade da região: “Queria parabenizar a apresentação do Sergio Leitão, que coloca o aspecto do que é Zona Franca, seus gargalos, suas dificuldades e coloca eixos de oportunidades.

Será que vamos ficar eternamente com essa política de incentivos? Já completou 52 anos. O senhor coloca alternativas compatíveis com a necessidade de desenvolvimento da Amazônia, do estado do Amazonas, dessa região tão rica.”

O vice-presidente da Comissão, o Deputado Federal Sidney Leite (PSD/AM) afirmou que as propostas do Escolhas são interessantes com destaque para o item do Polo de Transformação Digital “Você (Sergio Leitão) foi muito feliz inclusive com a questão de comunicação. A tecnologia 3, 4 e 5 D na Amazônia não chegou. É um bom caminho, é um bom debate”.

“Temos que decidir qual é a vocação que queremos para o Amazonas”, desafiou o relator da proposta de Reforma Tributária (PEC45/2019), o Deputado Federal Aguinaldo Ribeiro (PP/PB). Ele aponta um caminho: “É explorar economia verde que nós temos hoje no mundo, levada muito a sério e que sabe captar e monetizar de forma muito bem feita lá fora. Aqui a gente não valoriza, não sabe como captar ou como usar isso. É um ativo que a gente tem e que ninguém tem. O Brasil tem.”

Cenário

Os cofres públicos abrem mão de cerca de R$ 23 bilhões por ano em renúncias fiscais para as empresas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM). Entretanto, o modelo de incentivos setoriais e regionais tem sido questionado em diversas instâncias políticas e econômicas. Sobretudo levando-se em consideração a atual crise fiscal do Estado brasileiro, que vem limitando drasticamente sua capacidade de investimentos.

Torna-se urgente, portanto, uma mudança de foco nas políticas públicas para a ZFM e para todo o Estado do Amazonas com condicionantes ao estabelecimento de metas para incremento da produtividade e produção voltada ao mercado externo, com integração às cadeias globais de valor; limitação do período de concessão do benefícios fiscais; forte investimento P&D; avaliação periódica dos resultados; e indução de ecossistema de inovação envolvendo as três esferas de governo, academia e empresa.

O documento “Impulsionando o Desenvolvimento Sustentável do Amazonas” leva em consideração o atual momento tributário brasileiro. Com o estrangulamento fiscal das diversas instâncias governamentais, a revisão dos mecanismos de incentivo é urgente.

Não apenas com a redução dos subsídios à produção industrial, mas também com novos métodos de promoção do desenvolvimento regional. Neste sentido, a participação da iniciativa privada nos investimentos mostra-se cada vez mais fundamental para deslanchar tais transformações.

Além de Sergio Leitão, participaram da audiência pública o professor de Direito Econômico, Financeiro e Tributário da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Facury Scaff e o assessor Especial de Finanças do Município de São Paulo – Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais.

 

Cuidado dos países com suas áreas naturais

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A recente prisão de um casal de turistas franceses na Itália, pela tentativa de furtar 40 quilos de areia de uma praia na Sardenha, reitera a seriedade e o rigor com que os europeus protegem seu patrimônio natural.

Eles estão muito certos em agir assim. O que dizer, então, do Governo do Brasil ao defender a Amazônia Legal, que abrange nove estados e três biomas, abriga a maior floresta tropical do mundo, detém um quinto de toda a água doce em estado líquido do Planeta e ocupa 5,2 milhões de quilômetros quadrados, representando 61% do nosso território?

O tema, realçado pelas queimadas e recentes polêmicas relativas ao financiamento internacional de ações preservacionistas, merece uma análise mais aprofundada, como se observa em novíssimo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), intitulado “Amazônia  você precisa saber”.

É importante considerar que todas as terras privadas no País estão sob as regras do Código Florestal Brasileiro, que determina a preservação de 80% da vegetação nativa no Bioma Amazônia.

Nas últimas décadas, o Brasil intensificou um conjunto de políticas públicas para combater o desmatamento, cuja média caiu de 12,67 mil quilômetros quadrados, entre 1999 e 2008, para 6,5 mil, de 2009 a 2018.

Contudo, precisamos nos esforçar para cumprir a meta de 3,9 mil até 2020, conforme o Acordo de Copenhague, firmado na COP 15 (Conferência da ONU sobre Clima), em 2009. Tal esforço inclui o combate às queimadas.

Deve-se considerar que o Brasil participa dos principais acordos multilaterais da área ambiental desde a década de 1960 e está cumprindo quase integralmente os compromissos até 2020 do Acordo de Copenhague:

Reduzimos em 73% o desmatamento da Amazônia em relação a 2004 (meta: 80%); e somente a mitigação do desmatamento nessa região e no Cerrado já diminuiu as emissões de dióxido de carbono em 2,28 gigatoneladas (praticamente dobramos o objetivo, que era de 1,24 gigatonelada).

Quanto ao Acordo de Paris, estamos muito avançados nas principais metas para 2030: do aumento previsto de 18% da participação de biocombustíveis (Renovabio), realizamos 17,4%, e até já superamos em 0,3% o compromisso de 45% dos renováveis na matriz energética nacional, que se tornou, assim, a mais limpa e diversificada do Planeta. A média global é de 14%.

Nosso País também desenvolveu uma das mais avançadas legislações ambientais e de produção sustentável do mundo e investiu em tecnologias de monitoramento. Somos líderes na preservação de florestas tropicais, conciliando tudo isso com a posição de maior exportador líquido de alimentos, alcançando mais de 200 mercados.

Entretanto, tais avanços não significam que devamos ignorar os graves problemas de queimadas e desmatamento ilegais, que devem ser combatidos vigorosamente, abrangendo, também, políticas públicas geradoras de renda e inclusão social.

Ao mesmo tempo, é preciso garantir a plena soberania nacional sobre a Amazônia e todo o nosso território, inclusive combatendo, sob o rigor de investigações e provas concretas, organizações que estariam a serviço da internacionalização de áreas brasileiras, disfarçadas de beneméritas ecológicas e/ou sociais. Assim, quaisquer providências do governo nesse sentido merecem reconhecimento e apoio.

Contudo, em meio à nova orientação da diplomacia brasileira, de aprofundamento de relações com países e blocos desenvolvidos, como o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia e os entendimentos com os Estados Unidos, seria sensato um diálogo aberto e franco com os governos que contribuem para o Fundo Amazônico

Como a Alemanha e Noruega, que cortaram os recursos, e os membros do G7, no que diz respeito às queimadas. É preciso esclarecer os fatos, demonstrando nossas ações ambientais e retomar a confiança recíproca.

Não devemos nos isolar na agenda ambiental, pois tal postura pode dificultar nossas políticas de sustentabilidade e implica o risco de comprometer até mesmo nossa diplomacia econômica, que vai caminhando muito bem.

Temos todas as condições de participar do esforço da humanidade em favor da redenção ecológica do Planeta sem jamais transigir no tocante à soberania. Quando alguém ousar ameaçá-la, devemos agir exatamente como a polícia italiana na Sardenha.

 

Programa seleciona propostas sustentáveis na Amazônia

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Serão selecionadas até 22 ideias de negócios em floresta e biodiversidade e que estejam sendo implantadas na Amazônia Legal.

Um programa que busca incentivar o crescimento de iniciativas empreendedoras e inovadoras está com inscrições abertas até a próxima segunda-feira (28). O Programa Amazônia UP vai selecionar de negócios de cadeias produtivas como cacau, pesca sustentável, mel, sementes, açaí, turismo, biotecnologia, economia criativa e gastronomia. As submissões de projetos são gratuitas e devem ser feitas pelo site do programa.

As equipes selecionadas participarão de oficinas de por dois meses, com despesas pagas. Ao final deste período, as equipes vão ter a oportunidade de apresentar sua ideia a diversos parceiros e investidores em potencial.

“Para conservar a nossa floresta amazônica também é necessário que novas ideias e negócios inovadores e sustentáveis se desenvolvam. Sustentáveis não só na transformação da matéria-prima, mas desde a extração, do contato com as comunidades produtoras, até a valorização da cultura e do storytelling do produto, serviço ou software e aplicativo.

Queremos desenvolver uma rede de empreendedores e startups com foco na sustentabilidade. Buscamos ainda aproximar o público de empreendedores urbanos com a floresta”, explica Manuele Lima, do Centro de Empreendedorismo da Amazônia, que realiza o evento em parceria com o Instituto Humanize.

Serão selecionadas até 22 ideias de negócios que estejam sendo implantadas na Amazônia Legal. É preciso ter um projeto de negócios em fase inicial ou protótipos sem estar formalizado ainda como empresa, mas negócios com CNPJ também serão analisados.

Entre os requisitos para inscrição, além de ser necessário ter mais de 18 anos, pelo menos um dos membros deverá estar cursando ou ter concluído o ensino médio, técnico (nível médio ou superior), bem como cursos de nível superior (graduação, mestrado, doutorado).

Serviço:

Programa Amazônia UP
Inscrições gratuitas até 28 de outubro aqui.
Informações: (91) 3355-4022 e contato@centroamazonia.org.br

Lonely Planet coloca a amazônia brasileira está entre 10 melhores regiões do mundo para se visitar

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A Amazônia brasileira foi eleita uma das 10 melhores regiões do mundo para se visitar em 2020, segundo lista divulgada nesta semana pela gigante editora de guias de viagem Lonely Planet. As razões são muitas, porém principalmente por ser “um lugar antigo, com vida selvagem policromática e caótica e flora proeminente, praticamente alucinógeno”.

O destino tem cerca de 3,3 milhões de km² de selva densa, repleta de biodiversidade, que é lar dos mais raros animais e plantas do planeta, bem como de comunidades ribeirinhas e indígenas. E está em absoluta evidência no momento, principalmente devido à devastação sem limites que tem sofrido.

De acordo com a Lonely Planet, viagens pensadas e bem planejadas para lá apoiarão os esforços do turismo sustentável, ao mesmo tempo em que beneficiarão a economia local e destacarão a necessidade de preservação.

Quem quiser visitar a região pode ficar no Juma Amazon Lodge, localizado dentro da Floresta Amazônica, a três horas de Manaus, e que proporciona aos hóspedes a experiência de conhecer de perto a mata com conforto, sustentabilidade, passeios ricamente estruturados e culinária regional de excelência.

Construídos sobre palafitas, a mais de 15 metros de altura, os 19 bangalôs – que oferecem vistas incríveis, varanda e rede – e os espaços de convivência ficam em uma área remota e preservada da Amazônia, às margens do rio Juma.

Um dos grandes destaques enriquecedores desta experiência é o restaurante especializado na culinária local, de forte influência indígena. Dos rios regionais, saem peixes famosos como pirarucu, tambaqui e surubim.

Para conhecer melhor a mata, os visitantes circulam com guias especializados em diferentes passeios. Já para relaxar, vale passar a tarde na piscina (com água do rio), na choupana ou no redário. Como não poderia deixar de ser, o Juma Amazon Lodge tem diretrizes de preocupação ambiental, faz uso de energia solar e conta com programa de reciclagem.

Áreas que mais sofrem pressão de desmatamento segundo Imazon 

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Instituto divulgou o relatório das unidades de proteção da Amazônia que mais sofrem ameaça e pressão de desmatamento. APA Triunfo do Xingu, no sudeste do estado, é líder no ranking áreas mais pressionadas.

De agosto de 2018 a julho deste ano, o Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon detectou um total de 5.054 km² de desmatamento na Amazônia Legal. Um novo estudo divulgado pelo instituto, que cruza esses dados do SAD para medir o nível de ameaça e pressão por desmatamento em Áreas Protegidas (APs).

Aponta um aumento de 39% nesses índices, em comparação calendário do desmatamento anterior, de agosto de 2017 a julho de 2018. O calendário é determinado pelo período de chuvas na Amazônia.

Os dados são do relatório anual de ameaça e pressão em Áreas Protegidas do Imazon. O estudo revela ainda que, no comparativo com o ano passado, as mesmas APs continuam no ranking das que mais sofrem ameaça e pressão.

O Pará é o estado que mais tem áreas protegidas na lista das mais pressionadas. O estudo considera pressão quando o desmatamento se já manifesta no interior da área protegida, o que pode levar à perdas ambientais e até mesmo redução ou redefinição de limites dessa AP.

A Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, localizada nos municípios de São Félix do Xingu e Altamira, no sudeste do estado,  aparece pelo segundo ano consecutivo como a unidade de conservação mais pressionada. Na Área de Proteção Ambiental do Tapajós, a pressão de desmatamento aumentou do último ano para esse.

A APA, que ocupava a sétima posição no ranking anterior, agora ocupa a terceira posição na lista.  A Floresta Nacional do Jamanxim, as Terras Indígenas Apyterewa, Cachoeira Seca do Iriri, Mundurucu e Kayapó são as outras unidades de conservação do Pará que estão no ranking das áreas mais pressionadas de desmatamento.

Ameaça

O relatório do Imazon analisa ainda a ameaça de desmatamento em áreas de proteção ambiental.  O instituto utiliza uma distância de 10 km para indicar a zona de vizinhança de uma AP, onde a ocorrência de desmatamento indica ameaça.

As áreas de proteção mais ameaçadas foram a Resex Chico Mendes, no Acre, e o Parna Mapinguari, dividida entre Amazonas e Rondônia. No ranking das dez áreas mais ameaçadas, cinco estão no Pará. A Terra Indígena Trincheira/Bacajá aparece como a área de proteção mais ameaçada do estado.

A Floresta Nacional do Jamanxim a APA do Tapajós são as áreas de proteção do estado que estão tanto na lista das mais ameaçadas quanto das mais pressionadas na Amazônia. A APA do Lago de Tucuruí, no sudeste do estado, lidera o ranking das unidades de conservação estaduais mais ameaçadas e pressionadas.

Estudo

Esse é o relatório anual do índices de ameaça e pressão de desmatamento em Áreas Protegidas produzido pelo Imazon. O relatório é produzido com base em dados de alertas de desmatamento do SAD, sistema de monitoramento usado pelo Imazon. O balanço anual reúne os alertas de desmatamento de agosto de 2018 a julho de 2019.

O instituto utiliza apenas os indicadores de desmatamento para determinar ameaça e pressão em uma unidade de conservação, entretanto, outros fatores também oferecem risco para a área, como extração madeireira, atividades de garimpo e hidrelétricas.

Imazon

O Imazon é um instituto nacional de pesquisa, sem fins lucrativos, composto por pesquisadores brasileiros, fundado em Belém há 29 anos. Através do sofisticado Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD).

A organização realiza, há mais de uma década, o trabalho de monitoramento e divulgação de dados sobre o desmatamento e degradação da Amazônia Legal, fornecendo mensalmente alertas independentes e transparentes para orientar mudanças de comportamento que resultem em reduções significativas da destruição das florestas em prol de um desenvolvimento sustentável.

 

Bandoleiros da floresta – Rebelião e conflito armado no baixo amazonas (1920 – 1921)

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Por Gaspar Vieira Neto

Baseada nas notícias da época de um integrante do grupo rebelde que aterrorizou o Baixo Amazonas em 1920 e 1921.O chapéu de palha desabado,com uma cruz azul do lado, era sua marca de identificação. Fonte: Lucio Izel

Foi em dezembro de 1920 que estourou no estado do Amazonas uma das maiores rebeliões que houve na história da Amazônia como um todo. Essa importante e esquecida revolta teve início quando se formou um poderoso grupo bandoleiro armado, formado por caboclos e ex-seringueiros nordestinos,que se rebelaram contra a miséria e carestia que assolava a região do Baixo Amazonas, impulsionada pelo declínio da exportação da borracha.

Após se organizarem e traçar suas metas,os salteadores passaram a invadir, saquear e tocar fogo nas propriedades de comerciantes, principalmente dos judeus, que se tornaram seu principal alvo pois eles nutriam grande ódio pelos hebraicos.

Esses bandoleiros chegaram a ter um considerável número de membros que se achavam bem armados e organizados, além de terem suas ações comandadas por alguns líderes. A principal coluna do grupo era comandada pelo piauiense José Vaqueiro.Porém haviam outros subgrupos que tinham outros chefes conhecidos pelos nomes de Barrinha e Manoel Araújo.

A perseguição aos comerciantes judeus e a invasão da vila de Barreirinha

O bando amotinado começou então suas ações, espalhando o terror na região compreendida entre os municípios de Parintins, Barreirinha e Maués.
Por onde passavam invadiam comunidades e propriedades, matando e agredindo pessoas e roubando os estabelecimentos comerciais dos judeus (entre eles os de Jacó Cohen,Rafael Assayag e David Benzaquen),reduzindo-os a chamas.

Porém sua ação mais audaciosa e de maior repercussão foi a invasão da Vila de Barreirinha,em 30 de dezembro de 1920,quando cerca de 150 salteadores, fortemente armados, saquearam e destruíram por completo os comércios e casas da Vila, terminando com um saldo de 9 pessoas mortas e várias feridas por armas e espancamento(outros conseguiram fugir a tempo internando-se na mata).

A partir daí o grupo cresceu no número de seguidores, ataques violentos e em importância, continuando a pilhar e depredar os lugarejos da região (entre eles Massauari, Bem Querer, Nova Esperança, Ariaú,Paraná do Arari, Ponta do Mucuim,Lago Urucurituba e Santa Júlia).

Em poucos dias o grupo já chegava a ter mais de 800 membros, passando eles também a roubar a carga de todas as embarcações que navegassem pelos rios da zona dominada por eles.Esses “Cangaceiros da floresta “(termo pelo qual ficaram conhecidos pela imprensa local da época),tinham suas bases de operação nas localidades do Paraná do Ramos e no rio Andirá, no município de Barreirinha.

Contudo os bandoleiros estavam agora centrados e preparados para sua maior empreitada, que era invadir a cidade de Parintins.A população parintinense, alarmada e em pânico,fugiu em peso em barcos e lanchas com destino à Itacoatiara (no Amazonas) e Óbidos (no Pará),onde se refugiaram.Parintins ficou praticamente deserta.

Os poucos que ficaram cavaram trincheiras e se armaram esperando a hora da invasão dos terríveis visitantes. Coube ao capitão Ladislau Souza organizar e comandar a defesa da cidade(composta por policiais e civis voluntários).

Em Itacoatiara o temor da população era também grande pois se dizia que após invadir Parintins,os rebeldes se dirigiriam para atacar a cidade. Embora também tivessem pilhado algumas casas comerciais de brasileiros,os insurgentes pretendiam não só roubar e arruinar economicamente os negociantes judeus,mas expulsá-los definitivamente daquelas paragens.

O uniforme e armas dos rebeldes

Além de bem constituídos e conduzidos,e também sendo bons estrategistas, os rebeldes do Baixo Amazonas tinham como principais armas a espingarda e o terçado,porém também usavam cacetes. Contudo, é importante saber que eles possuíam um acessório na vestimenta que os identificava: todos usavam chapéu de palha desabado com uma cruz azul pregada do lado.

A repercussão dos fatos em Manaus e na capital federal

Na capital do estado, Manaus, as ocorrências violentas do banditismo no Baixo Amazonas era o assunto do momento, e também era a manchete principal dos jornais da cidade. Os manauaras acompanhavam as notícias atentamente e alguns(mais temerosos)chegavam a comentar que aquela horda insurgente poderia crescer ainda mais e querer, em dado momento, expandir seus tentáculos para alcançar e invadir a cidade.

A notícia e repercussão da calamitosa situação chegou até aos noticiários da capital do país, o Rio de Janeiro, onde se publicava a situação violenta e alarmante que se encontrava o interior do distante Amazonas,desafiando as autoridades locais,e onde os comerciantes e população da área assolada pediam providências do governo federal.

Em Manaus o governador César do Rêgo Monteiro (que havia assumido o cargo há poucos dias),em reunião com o comandante e com o chefe de polícia, autorizou o envio de uma força estadual, formada por praças da polícia,a fim de dar um basta naquela cenário.

O envio das forças estadual e federal para a zona conflagrada

Enfim, no dia 11de Janeiro de 1921,saía do porto de Manaus o navio de guerra “Cidade de Manáos” com a tropa da polícia fortemente armada e comandada pelos tenentes Manoel Correia e Salustiano Pereira,com a finalidade de combater os revoltosos e pacificar a região.

O prefeito de Parintins, Dr.Furtado Belém, que preparou a cidade contra a ameaça de invasão dos rebeldes. Fonte: Lucio Izel

O combate no lago Meruxinga (13/01/1921)

Após chegar em Parintins, o navio de guerra tomou conhecimento dos locais onde estavam alojadas as colunas dos rebeldes.De lá seguiu viagem rumo ao território controlado por eles. Ao entrar a embarcação na zona de conflito,os policiais viram uma canoa em viagem contendo três homens armados que se entregaram.

Trazidos a bordo confessaram que eram emissários dos bandoleiros que iam até Parintins conversar com o prefeito, Dr.Furtado Belém, para que ele entregasse uma determinada quantia de dinheiro.Caso não cedesse o valor desejado a cidade seria invadida naquele dia, 13 de janeiro de 1921.

O navio de guerra continuou sua viagem e, ao chegar próximo ao lago Meruxinga, localizou cerca de 300 revoltosos em sua margem,chefiados por José Vaqueiro,que se preparavam para invadir Parintins.

Eles também estavam esperando uma outra corrente do grupo (que já estava a caminho)e que se juntaria aos mesmos para,com sua força total,realizar o tão desejado e esperado ataque naquela cidade.

Começou então o combate que foi intenso e durou cerca de uma hora. No final a força policial, com armamentos mais possantes como canhão e metralhadora, conseguiu derrotar os chamados “Cangaceiros da floresta “,que debandaram mata adentro.

O saldo final da luta foi de dois policiais feridos,três bandoleiros mortos (além de vários feridos) e de uma moça morta (filha de um seringalista que havia sido feito refém).
Os policiais aprenderam no local armas,canoas,batelões,mercadorias que haviam sido roubadas pelos revoltosos, e alguns deles.

Daquele local o “Cidade de Manáos” seguiu rumo à Maués e Barreirinha para combater outros subgrupos que ali estavam espalhados e na ativa. Em Manaus o governador do estado recebia,do Rio de Janeiro, uma mensagem do ministério da guerra para que também fosse enviada para a zona insurgente uma força Federal.

Então, no dia 15 de janeiro,zarpava do porto de Manaus o vapor São Salvador contendo soldados do exército, pertencentes ao 27 Batalhão de Caçadores,e comandados pelo tenente José Valente do Couto.

Essa tropa federal ficou responsável em guarnecer e proteger Parintins e de também realizar batidas nas imediações, visando prender os rebeldes. Muitas pessoas estiveram presentes no embarque dos militares.

O fim do conflito e a pacificação da região

Após a derrota no lago Meruxinga ,os revoltosos perderam sua força e foram debandando.Os principais líderes foram presos e os grupos situados em Maués e Barreirinha foram desarticulados pela força policial.

Um fato curioso é que Manoel Araújo,chefe de uma das partes do bando sublevado,foi capturado por policiais quando se escondia em uma aldeia indígena. Em Parintins o exército chegava e tomava conta da cidade, afugentando e prendendo os rebelados que se encontravam pelas cercanias.

Muitos dos rebeldes foram detidos e mandados para as cadeias de Maués e Barreirinha (entre eles o seringalista Inácio Pessoa Neto,acusado de ser coiteiro e simpatizante da causa dos bandoleiros)

.Já outros fugiram em direção à área do rio Tapajós, no Pará. Por volta do dia 19 de janeiro, devido à ação repressiva dos contingentes do governo, o movimento rebelde estava totalmente derrotado.

A zona do conflito estava agora,enfim,controlada e pacificada.Aos poucos os moradores voltavam às suas casas e retornavam suas atividades.Todavia os prejuízos foram intensos,tanto de perdas materiais como de vidas humanas.

Vários comerciantes jamais voltariam a seus antigos estabelecimentos,com medo de uma possível volta dos insurgentes, o que agravou ainda mais a precária economia daqueles locais.

Já o navio de guerra “Cidade de Manáos” e o vapor Paes de Carvalho traziam de volta para Manaus os soldados da polícia e do exército, vitoriosos,e com a missão cumprida.

A Derrocada

Assim como a Cabanagem e a Revolução Acreana,a rebelião do Baixo Amazonas foi também um dos maiores conflitos armados que existiu na Amazônia brasileira (embora tenha durado pouco tempo em relação aos outros dois confrontos anteriores mencionados).
É importante lembrar que, até onde se sabe,é considerada a maior perseguição anti-semita que houve na região Norte.

Como se sabe,o estopim principal que ocasionou a revolta arma da foi a miséria que atingia a população que vivia ali sem nenhuma perspectiva ou assistência, que se agravou com a crise gerada pela queda do preço da borracha, logo gerando uma insurreição dos habitantes locais contra sua situação e contra aqueles que eles consideravam seus exploradores.

Infelizmente, esse importante fato da história do Amazonas foi esquecido ao longo do tempo. Porém, brevemente será lançado em livro para que o tema venha ao conhecimento da sociedade com todos os seus detalhes.

 

Navio M/S Viking Sun abriu Temporada de Cruzeiros no Amazonas

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Neste domingo (03/11), por volta do meio-dia, o primeiro cruzeiro do período, o M/S Viking Sun, de bandeira norueguesa, aportou em Manaus com aproximadamente 1.330 visitantes, incluindo membros da tripulação e turistas norte-americanos, filipinos, brasileiros, suecos e ingleses.

No Porto de Manaus, zona sul, os cruzeiristas foram recepcionados com um pocket show de boi bumbá, com as toadas inesquecíveis dos bois Caprichoso e Garantido, e ainda receberam os brindes e materiais promocionais distribuídos pelos técnicos da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult).

De acordo com a presidente da Amazonastur, Roselene Medeiros, a temporada representa um aumento de 15,47% no número de turistas, em comparação com a temporada passada, que teve a passagem de 17.797 turistas em 15 transatlânticos. “São mais de 20 mil turistas que vão aportar durante a temporada. Isso mexe com toda a cadeia do turismo, como transportadoras, agências de viagem, cultura, gastronomia.

A economia pulsa com esse turista que vem ao nosso estado. São navios maiores nesta temporada”, disse a presidente. Para Roselene, é importante a união dos órgãos do Governo e da Prefeitura para recepcionar bem o turista que chega a capital.

“Nós estamos abrindo a temporada com muita alegria. Todos os órgãos envolvidos estão aqui para receber os turistas de braços abertos. É muito importante a nossa união com o pessoal da Cultura. A secretaria está oferecendo a esse turista oportunidade de conhecer o Teatro Amazonas, de ver um espetáculo dentro do teatro.

Contamos com a parceria da Secretaria de Segurança, porque é importante o turista se sentir seguro na cidade, para quando ele sair daqui, fazer a propaganda de que Manaus é segura, de que o estado é seguro”, finalizou Roselene.

Turismo 

Segundo o operador de receptivo turístico Lucas Barros, o trabalho da Amazonastur em parceria com a iniciativa privada estimulou a vinda dos cruzeiristas para o estado.

“A gente tem percebido que a cada temporada tem melhorado, recebendo navios maiores, de turistas de mais qualidade, cruzeiros de alto luxo, com visitantes de maior poder aquisitivo, que chegam gastam tanto na cidade quanto nos passeios.

O trabalho em parceria com a Amazonastur tem dado muito certo, e já estamos com uma expectativa muito boa de crescimento para a próxima temporada”, avaliou o operador. Pela primeira vez navegando pelo Amazonas, o turista norte-americano de Minnesota, Jim Dalah, disse que ficou impressionado com a grandeza do rio Amazonas.

“Fiquei muito apaixonado desde o primeiro momento em que entramos no estado do Amazonas, com toda a floresta, a grandeza do rio Amazonas. Agora, vamos fazer um passeio que vai incluir uma visita com os golfinhos, uma plantação de seringueiras, e city tour por Manaus. Estou maravilhado”, comentou o turista.

Navio 

O próximo navio cruzeiro a atracar em Manaus será o M/S Volendam, trazendo para o estado aproximadamente 2 mil visitantes, entre tripulantes e turistas, no dia 1º de dezembro.

As embarcações desta temporada também passam por Parintins e na Boca da Valéria, comunidade rural de Parintins. Na temporada 2018/2019, 15 navios passaram pelo Amazonas, transportando mais de 17 mil turistas, que injetaram na economia aproximadamente R$ 10 milhões.

Programação 

Durante os dois dias de passagem pela capital amazonense, os turistas farão diversas programações turísticas nos atrativos da Região Metropolitana de Manaus (RMM), como visitas às comunidades de Acajatuba, Janauary, Vila Paraíso, do Guedes, em Iranduba; ao Teatro Amazonas e ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa; ao Museu da Cidade de Manaus; ao Encontro das Águas, entre outros roteiros.

 

Norte apresenta 14% de consumidores de orgânicos

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A Organis, Associação de Promoção dos Orgânicos, realizou pesquisa para traçar o “Panorama do consumo de orgânicos no Brasil 2019” e a região Norte registra 14% do total de consumidores. Em 2017, quando a Organis realizou a primeira pesquisa, o Norte não foi aferido.

Os resultados registram dados muito importantes para o setor: 19% dos brasileiros consomem algum produto orgânico; os hortifrutis se mantém na liderança de consumo no setor orgânicos (35% – frutas, 24% de verduras, 21% alface, 16% legumes, 15% tomate e 8% de hortaliças); 65% das pessoas não consomem mais orgânicos por causa do preço e 27% por dificuldade de encontrar os produtos.

O interessante é que, apesar da maioria reconhecer que os orgânicos são caros, 67% estão dispostos a aumentar compra de produtos. “A pesquisa de 2019, mediu o consumo nos últimos 30 dias e dos últimos seis meses, chegando ao valor de 35% do share de compra de algum produto orgânico.

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A conclusão que tiramos é que independente de ser consumidor ou não, há o reconhecimento de valor no produto. A partir dessa pesquisa, podemos dizer com segurança que, na medida em que a renda do brasileiro aumentar, o tamanho do mercado de orgânicos também vai crescer, pois há motivação e disposição para o consumo”, conclui Cobi Cruz, diretor da Organis.

O perfil do consumidor de orgânico está ligado à frequência das atitudes sustentáveis: 79% se preocupam com áreas verdes, 42% separa o lixo, e 29% compram produtos biodegradáveis. A Pesquisa Consumidor Orgânico 2019 pode ser acessada diretamente no site da Organis.

Governadores da Amazônia apresentaram sua avaliação sobre o Sínodo no Vaticano

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Governadores de 30 estados de oito países da região amazônica participaram nesta segunda-feira (28) de uma reunião na Academia de Ciências do Vaticano, para apresentar diretrizes que garantam a aplicação das resoluções do Sínodo da Amazônia, encerrado no domingo com uma missa do Papa Francisco.

Segundo o Vaticano, o objetivo da cúpula, promovida pela Pontifícia Academia das Ciências, pelo Consórcio de Governadores da Amazônia Brasileira e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, foi o de examinar a mensagem do Papa Francisco no Sínodo da Amazônia e os resultados da cúpula.

O encontro também teve como meta dar aos governadores a oportunidade de apresentar compromissos com o desenvolvimento sustentável na região. “O bem-viver e o desenvolvimento sustentável dependem de uma série de atitudes e premissas.

Em primeiro lugar, que o reconhecimento de que há simultaneamente uma crise ambiental e crise social. Em segundo lugar, que o cumprimento de compromissos internacionais não representam um quebra de soberania.

E, finalmente, a necessidade dos países mais ricos assumirem responsabilidades diferenciadas […] que eles assumam encargos proporcionais aos danos que eles já provocaram”, declarou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), após o encontro, afirmando que é importante garantir o cumprimento das propostas do Sínodo.

Documento

No sábado (26), foi divulgado um documento de 33 páginas, com propostas como a ordenação de homens casados para atuar na Amazônia, a criação do “pecado ecológico”, o respeito à religiosidade não cristã indígena e o estabelecimento de um “observatório pastoral socioambiental”.

Além disso, o documento mirou no modelo de desenvolvimento da região, destacando a presença de extrativismo ilegal e desmatamento e a adoção de projetos econômicos que prejudicam o meio ambiente, com respaldo de governos.

Já no domingo, Francisco realizou uma missa em que criticou a política predatória de Jair Bolsonaro com relação ao meio ambiente e relembrou o passado perverso da Igreja Católica com relação aos indígenas e ao processo de colonização do Brasil.

“Quantas vezes quem está à frente, como o fariseu relativamente ao publicano, levanta muros para aumentar as distâncias, tornando os outros ainda mais descartados. Ou então, considerando-os atrasados e de pouco valor, despreza as suas tradições, cancela suas histórias, ocupa os seus territórios e usurpa os seus bens”, disse o Papa.