Professor da Unesp explica a importência de se realizar o manejo da irrigação

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Professor da Unesp explica a importência de se realizar o manejo da irrigação

A Web Rádio Água e o Podcast Unesp – projeto desenvolvido pela Assessoria de Comunicação e Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – mantém uma parceria para intercâmbio de conteúdos.

Nesta semana, Fernando Braz Tangerino, professor da Unesp de Ilha Solteira, narra o cenário hídrico do Noroeste Paulista durante a estação de inverno:

“Entramos em um período do ano em que a irrigação será muito mais exigida para que se alcance as produtividades desejadas e assim se ter um melhor aproveitamento dos investimentos feito em sistemas de irrigação. Entraremos no inverno e logo na primavera, e aqui no Noroeste Paulista enfrentamos historicamente de seis a sete meses de deficit hídrico por ano. O maior déficit acontece em agosto, quando em média, se tem entre 96 e 109 ml de deficit hídrico e o total anual que varia entre 442 ml e 490 ml. Mas não podemos descartar as anormalidades climáticas, como a registrada em 2012 quando em Pereira Barreto o deficit hídrico acumulado anual chegou a 783 mls de acordo com os diferentes estudos realizado pela Unesp de Ilha Solteira.”

Tangerino explica a relevância da irrigação durante a estiagem e aponta as vantagens da técnica:

“Mais uma vez abordaremos o manejo da irrigação. Aplicar a água no momento e na quantidade adequada para diferentes culturas é o principal desafio dentro da agricultura irrigada atualmente. Mas nos perguntam: porque devemos nos preocupar com essas coisas ligadas ao manejo da irrigação, como a evapotranspiração de referencia e da cultura, coeficiência da cultura, capacidade de campo, entre outras? A primeira das razões é a econômica. Controlando a água aplicada, definindo o momento e a quantidade correta para satisfazer as necessidades das culturas, nós reduzimos o total de água aplicada, temos menos horas de funcionamento do conjunto ‘motobomba’, menor consumo de energia. Melhorando a produtividade e qualidade da produção. Mas há outras vantagens ligadas ao meio ambiente e aos investimentos feitos em serviços de assessoramento ao irrigante. De maneira geral, uma correta distribuição de água no solo resulta em uma paisagem mais homogênea, mais bonita. Melhoramos a qualidade da água do manancial onde capitamos essa água, aumentamos a eficiência no uso da energia e ainda fazemos uso mais intensiva das informações obtidas das estações agrometeorológicas. Na prática estamos falando em economizarmos entre 10% e 20% da água aplicada e o aumento da produtividade dos cultivos e da qualidade da produção, assim como o aumento da lucratividade do negócio da produção de alimentos.” 

Outras informações sobre irrigação e agroclimatologia podem ser obtidas na pagina clima.faes.unesp.br . 

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