Seminário em Humaitá debate exploração mineral no vale do rio madeira

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Na condição de presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o deputado estadual Sinésio Campos participou nos dias 21 e 22 do III Seminário Sobre Geodiversidade e Mineração no Vale do Madeira – Mineração no sul do Amazonas: potencialidades e desafios para um desenvolvimento sustentável, inclusão social, geração de renda e qualidade de vida para todos.

O evento ocorre no campus Humaitá da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, na ocasião, Sinésio apresentou as necessidades, limitações e possibilidades para uma mineração ambientalmente correta, economicamente viável e socialmente justa.

O parlamentar relatou que o vale do Madeira possui muito ouro, mas que é explorado de forma clandestina enriquecendo apenas uma pequena população.

“O que ouvimos e vimos neste seminário são dados assustadores apresentados pelos órgãos. É inadmissível a CEFEM apresentar que o Estado arrecadou no ano de 2016 R$ 51, 70 de ouro e hoje recebemos a notícia do Geomário Leitão de Cena, ex- presidente da Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia, que o garimpo do Rio Madeira em pleno funcionamento de abril à novembro, de Humaitá à Borda, produz 10kg de ouro por dia o que equivale em média a um milhão trezentos e oitenta mil por dia”, explicou o deputado.

Nos encaminhamentos

O grupo composto pelos órgãos presentes decidiu realizar uma Audiência Pública expandida em Humaitá, no mês de agosto de 2018, em data a ser definida pela Aleam, através de um requerimento que será apresentado pelo deputado Sinésio por meio da Comissão de Geodiversidade, com a participação do Parlamento Amazônico, no qual o parlamentar é o vice- presidente,  onde serão debatidas e apresentadas as alternativas para normatizar o uso dos Recursos Minerais pelos extrativistas minerais no Vale do Madeira; Humaitá, Manicoré, Borba, Novo Aripuanã, Nova Olinda do Norte e Autazes, que possuem áreas de atividade garimpeira.

“O objetivo é trabalhar as premissas que nortearão a exploração mineral que ocorre de forma desordenada, com consequências econômicas e ambientais não mensuradas, mas que devem ser debatidas”, finalizou Campos.

Fizeram-se presentes no seminário o professor e coordenador do Seminário, Heron Salazar, os representantes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Sérgio Martins de Oliveira e Maria do Carmo, a representante do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Valério Grano, os superintendente da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), José Maria Maia, alunos e professores do campus Humaitá do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) e vereadores da Câmara Municipal.

Texto: Assessoria do Deputado

Gabinete do Deputado Sinésio Campos (PT)

Gabinete — (92) 3183-4431

Jéssica Trajano — (92) 99224-6013

ascomsinesio@gmail.com

Retirado de www.ale.am.gov.br

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