Sensação, RB Leipzig pode se inspirar (ou não) nas recente história de seus ‘primos’

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(Foto: Divulgação)
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Por João Vitor Vereza

Após vitória de 2 a 0 sobre o Hertha Berlin, o RB Leipzig volta a ser líder da Bundesliga. Pelo menos até este domingo, quando o Bayern de Munique enfrenta o Darmstadt e, se vencer, retorna ao topo da tabela. Independente de quem termine na frente, uma coisa é certa: o time da Red Bull é a sensação da temporada europeia. Todo este sucesso está totalmente ligado aos investimento da empresa austríaca e não é só o clube alemão que se fortaleceu com isso.

Além do Leipzig, a Red Bull tem mais três times no mundo: New York Red Bulls, Red Bull Salzburg e Red Bull Brasil. Assim, como o líder do Campeonato Alemão, estas equipes nasceram, ou melhor, foram formadas na década passada e, mesmo com pouco tempo de história, pode-se dizer que a marca já modificou o patamar dos times. Pegando a história destes clubes, até onde o Leipzig pode chegar?

No caso do RB Brasil, o sucesso ainda parece um pouco distante. O clube de Campinas foi fundado em 2007 e hoje disputa a segunda divisão do Campeonato Paulista. Apesar de já ter passado pela primeira divisão do estado mais rico do Brasil, o time é visto mais como um formador e desenvolvedor de talentos. Tanto que faz bastante sucesso em torneios de base como a Copa São Paulo de futebol Júnior.

Como principais conquistas e êxitos em sua história, o clube tem o título da terceira divisão paulista em 2010. Em 2015 participou pela primeira vez da divisão principal do Paulistão e e ainda disputou a Série D do Campeonato Brasileiro. Já em 2016 o time foi destaque no Campeonato Paulista, onde chegou às quartas de final contra o Corinthians.

Saindo da América do Sul e indo para a América do Norte, temos o New York Red Bulls. Com um time com bons nomes como Rafa Márquez e Thierry Henry, o clube da cidade que nunca dorme se estabeleceu como uma das grandes forças da Mejor League Soccer, mas mesmo assim ainda não conseguiu canalizar isso em conquistas.

Chamado de New York MetroStars até 2006, o clube foi comprado e renomeado para como hoje o conhecemos. Dois anos depois foi vice-campeão da MLS Cup, fato que dava a impressão que o time iria engrenar. Mas seguidas campanhas ruins frearam a empolgação. 

Só em 2010, quando o New York Red Bulls contratou Henry e Rafa Márquez, e também inaugurou seu estádio, a Red Bull Arena, o time se fortaleceu. Tanto que, apesar de não ter chegado nem a final da MLS, o time conquistou duas vezes (2013 e 2015) o MLS Supporters’ Shield, prêmio dado ao time que teve melhor campanha na temporada regular – antes dos playoffs (fase mata-mata).

Por último, mas não menos importante, o Red Bull Slazburg pode dizer que vive no coração da empresa que o batizou. Isso porque ambos estão sediados na mesma cidade. Fundado em 1033 sob o nome de SV Austria Salzburg, o clube foi comprado em 2005 pela empresa de bebidas. Fato que foi um verdadeira divisor de águas.

Logo na temporada seguinte, o clube se sagrou campeão da Bundesliga Austríaca e se tornou o verdadeiro rei de seu país. Desde que se tornou RB Salzburg, o clube disputou 11 vezes a primeira divisão da Áustria e levantou a taça nada menos que sete vezes. Além disso, foi campeão da copa nacional em quatro oportunidades.

Com presença constante nas competições europeias, o time atrai o olhar em um país com pouca tradição no futebol. Além disso, com uma média de idade de 23,5 anos em seu time titular, o clube segue a proposta da empresa na formação e desenvolvimento de jogadores jovens.

Isso posto, resta saber qual será o destino do Leipzig. Já chegou à Bundesliga e briga, de forma surpreendente, pelo título. Mas o objetivo é se estabelecer na primeira divisão e, depois, como uma das grandes forças da Alemanha no cenário europeu.

Previsões à parte, sobra a apenas apreciar o futebol que o RB Leipzig apresenta. Com Emil Forsberg e Timo Werner comandando o time, o Bayern de Munique que se cuide, porque a Alemanha tem uma nova – e rica – ameaça.

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