Varas do Tribunal do Júri julgam nesta semana crimes de feminicídio

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Nesta terça-feira, Laudelino Oliveira foi condenado a 5 anos e sete meses de reclusão, no semiaberto, pela morte da esposa.


 

Justia_copy_copyAs três Varas do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus têm na pauta de julgamento desta semana processos tipificados como feminicídio (crimes contra a mulher). Nesta terça-feira (22), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, Laudelino Lopes de Oliveira julgado pelo homicídio da própria esposa, Eunice Lopes de Oliveira, crime ocorrido em 14 de julho de 2006. Laudelino foi condenado a cinco anos e sete meses de reclusão em regime semiaberto, pois já aguardou preso durante o andamento do processo. O júri foi presidido pelo juiz titular da 2ª Vara, Anesio Rocha Pinheiro. Os julgamentos que envolvem violência contra a mulher estão sendo priorizados em novembro, nas pautas do Mês Nacional do Júri.

 

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), no dia do crime, Laudelino e Eunice travaram uma discussão, por volta de uma hora da manhã. Segundo o MP, ambos se agrediram, porém, de posse de uma faca, Laudelino desferiu um golpe fatal contra a mulher. O fato ocorreu no bairro Vila da Prata, zona Oeste de Manaus.

 

Também na 2ª Vara, na segunda-feira (21), os jurados já haviam considerado culpado Reginaldo Moraes, 40 anos, pelo assassinato de Maria do Socorro Pereira de Souza. O juiz Anésio Rocha Pinheiro dosou a pena em 15 anos de reclusão, em regime fechado.

 

Reginaldo foi condenado à revelia e o juiz decretou e prisão preventiva do condenado. Atuou na defesa do réu, o defensor público Antônio Ederval de Lima. O Ministério Público foi representado pelo promotor Edinaldo Medeiros.

 

Juíza suspende Júri

 

Na 3ª Vara do Tribunal do Júri estava pautado para esta terça-feira o julgamento de Allan Delon Lima de Andrade, acusado de tentar atear fogo na esposa, Valcirene Gatto de Andrade. O julgamento, no entanto, foi suspenso porque o denunciado alegou ser portador de transtornos mentais. O juíza Patrícia Campos, que responde pela 3ª Vara, decidiu suspender o júri e solicitou que o réu passe por exames, para depois marcar uma nova data de julgamento.

 

Valcirene trabalhava como cuidadora de idosos. No dia do crime, 8 de julho de 2014, quando caminhava em via pública, foi surpreendida por Allan, que teria jogado líquido inflamável contra seu rosto. Em seguida, o agressor teria tentado acender um isqueiro para incendiar a companheira, conforme denúncia do Ministério Público.

 

 

Carlos de Souza

Edição: Terezinha Torres

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